Tratamentos em Glaucoma

Há três tipos de tratamento para o glaucoma:

  • uso de colírios;
  • aplicações de laser;
  • cirurgia.

Geralmente, o tratamento inicial e mais frequente é à base de medicamentos (colírios ou comprimidos). A finalidade principal nesse caso, é reduzir a pressão intra­ocular, seja pela diminuição da produção do humor aquoso, ou pelo aumento da saída desse líquido do olho.

Dessa forma, haverá proteção do nervo óptico e, em consequência, a manutenção da visão do paciente.

O tratamento inicial visa reduzir a pressão intraocular.

O procedimento a laser para tratamento do glaucoma, a trabeculoplastia, aumenta a drenagem do humor aquoso, reduzindo a pressão intraocular, a exemplo do efeito de alguns colírios. Nesse procedimento, o oftalmologista utiliza o laser para realizar pequenas queimaduras na rede trabecular e estimular o funcionamento do sistema de drenagem. O efeito do laser não é imediato. O médico precisará de pelo menos quatro a seis semanas para obter a redução da pressão intra­ocular.
Quando o oftalmologista identifica o paciente com ângulo estreito, com risco ou antecedente de crise aguda de glaucoma de ângulo fechado, indica­-se outro procedimento a laser, a iridectomia. Através dele, cria-­se um pequeno orifício na parte mais periférica da íris, permitindo a livre circulação do humor aquoso da câmara posterior para a câmara anterior, evitando o bloqueio pupilar e novas crises agudas.

Se o tratamento com colírios e laser não apresentar resultados positivos, utiliza-­se a cirurgia incisional, chamada trabeculectomia (o mesmo que cirurgia de filtração). Após a cirurgia, o paciente observa uma pequena elevação, com aspecto de uma bolha, na parte superior do olho, ao olhar para baixo. O humor aquoso desloca­-se para este novo compartimento, evitando o aumento da pressão intraocular.

Outra alternativa cirúrgica é a ciclofotocoagulação endoscópica com laser, em que é utilizado um equipamento que contém, numa mesma sonda, uma fibra óptica para visibilização das estruturas intraoculares, uma fonte de iluminação e um laser. Utilizando esses recursos, são feitas queimaduras na região produtora do humor aquoso, o epitélio ciliar secretor, visando diminuir a produção desse líquido. Esse procedimento pode ser realizado ao mesmo tempo que a cirurgia de catarata, e permite a redução da pressão intraocular, ao ponto de diminuir ou mesmo abolir o uso de colírios hipotensores.

Das técnicas existentes de Ciclofotocoagulação Endoscópica, uma em especial ganha espaço atualmente no tratamento do glaucoma. Essa técnica chamada Técnica Carvalho­Lima ou ECP­Plus foi criada pelos oftalmologistas Francisco Lima e Durval Carvalho. Ambos concorreram no "1999 Film Festival Winner", da Sociedade Americana de Catarata e Cirurgia Refrativa, nos E.U.A., quando receberam a premiação pela Melhor Técnica Cirúrgica. Desde sua criação, o Dr Francisco Lima a utiliza nas cirurgias de Ciclofotocoagulação Endoscópica acumulando mais de 17 anos de experiência no procedimento.